<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30239413</id><updated>2011-07-14T22:30:07.071+01:00</updated><title type='text'>.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Past Time with Good Company</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14468647707884010077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4431/3238/1600/PuivertWindow.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30239413.post-115142237201616550</id><published>2006-06-27T16:28:00.000+01:00</published><updated>2006-06-27T16:36:42.466+01:00</updated><title type='text'>Osculum Argentum</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"O Beijo de Prata"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não me lembro da identidade da voz que um dia, me confessou junto ao ouvido: “As únicas viagens, são aquelas que fazemos de corpo parado, quando a velocidade da mente nos guia até aos recantos mais obscuros das nossas recordações. Aí, a viagem deixa de ser sonhada para ser vivida a dois corpos.”. Hoje na sombra que vela a minha verdadeira face, concebo fielmente a verdade contida em tal pensamento.&lt;br /&gt;Quando viajamos ao sabor das marés que se desenham contra os cascos dos barcos, sentimos a erupção de um mundo que ergue tiranicamente a nossa volta. Ama-lo ou odiá-lo. Nenhum outro sentimento mediano pode ser despertado do âmago da virtude humana. Ver o mar é ver o mundo. Um novo mundo, de horizontes insondáveis para um espírito atento e questionador como o de Richard. Para mim, apenas um mundo velho e estreito demais para as vontades e desejos de qualquer mulher.&lt;br /&gt;Ao anoitecer cercava-nos um céu estrelado, vulgar e imperceptível para a maioria das gentes, mas perturbador para os que vêem por detrás das estrelas vultos do passado que nos vigiam e sentenciam os nossos actos. Num misto de piedade misericordiosa e impetuosidade sanguinária, pequenos senhores num mar estrelado que nos guia até porto seguro ou até a perdição dos nossos sentidos mortais. Assim são os Antepassados.&lt;br /&gt;Homens medem o céu com instrumentos demasiadamente bizarros para uma mulher presa a terra como eu, mas ao vê-los não pude deixar de intuir que não só mediam as distâncias entre os pontos longínquos da Terra como mediam a distância que separa os mortais da sua imortalidade. A sua silhueta marcada subtilmente pela bruma de um nevoeiro espesso, fazia-os personagens irreais presas a contos infantis em que a realidade e o imaginário se unem e fundem. Naquela magica hora em que as trevas e a luz se edificam, por detrás de uma nuvem graciosa de luminosidade, a cortina entre o passado e o futuro parecia entreabrir-se perante o meu olhar nostálgico.&lt;br /&gt;Com ironia, meditaria, no fim dos meus dias, sobre aquelas noites, para redescobrir uma felicidade escondida nos raios de luz que as estrelas lançavam contra as marés feitas de prata por uma Lua cheia de si. Beijei o mundo na sua face mais bela, em gotas de água salgada e jurei lealdade as brumas que envolvem os homens. Fosse eu para sempre, a espectadora atenta das vidas que se desenrolaram a minha volta, só amando-as poderia admirar a visão final do propósito Humano. Richard no silêncio que nos tornou cúmplices, compactuava com o meu desejo e entre sorrisos prometemos unir esforços na demanda da nossa descoberta. Se outros haviam descoberto oceanos e novos continentes, nós descobriríamos a natureza selvagem presa em cada homem.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Foi aqui que tudo começou e tudo terminou. A Eternidade num momento. Este foi o momento.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Catherine Valois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30239413-115142237201616550?l=pastimewithgoodcompany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/feeds/115142237201616550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30239413&amp;postID=115142237201616550' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default/115142237201616550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default/115142237201616550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/2006/06/osculum-argentum.html' title='Osculum Argentum'/><author><name>Catherine Valois</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07406328057755946454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30239413.post-115133211808754628</id><published>2006-06-26T15:27:00.001+01:00</published><updated>2006-06-26T15:36:37.043+01:00</updated><title type='text'>Outono de 1657 - A Revelação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Quando tiramos a vida aos homens, não sabemos, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;nem o que lhes tiramos, nem o que lhes damos",&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Lord Byron&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Richard era uma criança silenciosa. O seu pai atormentado pela morte de Charlotte, sentia-o como o carrasco executor de sua mãe, renegou-o mal o viu. De olhos bem abertos, Richard era curioso e inteligente, os seus olhos castanhos transmitiam a meiguice dos olhos de Charlotte, mas poucos eram, os traços que lhe encontrava pertencentes a um dos seus progenitores. A rectidão das suas linhas, adivinhava uma ascendência inglesa, expressiva e apaixonante. Contrastava com o louro cansado do seu cabelo, que eu penteava ao raiar do novo dia e no fim de cada um deles, antes daquele urgente beijo de “boa noite”. A despedida na morte de cada dia vulgar, era assinalado pelo beijo entre um órfão e uma tia, demasiadamente nova para ser tia de alguém. Gostara especialmente do avô, cuja morte o marcou para sempre, mais até que a morte da sua mãe, que para ele sempre fora a desconhecida anónima que o colocara num mundo que ele odiaria em adulto.&lt;br /&gt;A infância de Richard foi prodigiosa em conflitos pessoais. Aos cinco anos numa estranha luta contra um gato selvagem, ganhou a sua primeira cicatriz no lado esquerdo da sua pequena boca, o que anos mais tarde lhe renderia um charme bastante especial, aos olhos femininos sempre ávidos de novidade. Aos sete anos, rendi-lhe o primeiro dos dois estalos que lhe dei durante toda a sua vida. Num acesso de raiva incompreendida e em frente de convidados, decidira puxar meticulosamente a toalha da mesa do lanche que se avistava ainda imaculada, na forma rigorosa como as empregadas calculavam a decoração do seu recheio festivo. O desastre que se lhe seguiu não constituía novidade para mim ou para ele, apenas os convivas em expressão de espanto me olhavam, como se fosse a sua guardiã, na espera da minha reacção. Questionei-me interiormente sobre o procedimento a tomar. Eu que nunca tive filhos! Era de mim que era esperado o correctivo, pois bem, um estalo com as costas ossudas da minha mão esguia, pareceu-me ser o único que lhe poderia dar tendo em conta a violências da situação.&lt;br /&gt;O som da pancada ecoou pela sala e nem o crepitar da lareira acesa o conteve. Pela primeira vez, vi nos olhos da criança as sombras de uma vida adulta. E pensei que talvez, na verdade, nunca tivesse sido ele uma criança. Mas antes um terno velho, que revelava a mim em atitudes incompreensíveis, um ódio por aqueles que o cercavam, fazendo-me a única confidente num silêncio que só dois companheiros de viagem podem compreender. Durante anos, nenhuma palavra foi trocada sobre aquela tarde de outono de 1657. Em breve a viagem iniciaria-se e juntos chegaríamos ao nosso novo futuro, na Ilha de Guilherme III, Príncipe de Orange.” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Catherine Valois&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30239413-115133211808754628?l=pastimewithgoodcompany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/feeds/115133211808754628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30239413&amp;postID=115133211808754628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default/115133211808754628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default/115133211808754628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/2006/06/outono-de-1657-revelao.html' title='Outono de 1657 - A Revelação'/><author><name>Catherine Valois</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07406328057755946454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30239413.post-115132853800179127</id><published>2006-06-26T14:27:00.000+01:00</published><updated>2006-06-26T14:36:25.133+01:00</updated><title type='text'>Fragmentos de um Diário, I</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Negro.. Negro palácio de sonhos desfeitos.. A minha liberdade esvaiu-se no preciso momento da minha alegria. Tomaram um rumo paralelo ao meu, ao que eu não escolhi.. Quantas, quantas vezes Catherine, me havíeis dito que sairíamos daqui?..&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Anos decorrem, e um após outro, sucessivamente, não tenho mais a esperança de ver a luz do dia. Outra luz que não esta, não mais este ar sufocante preso nestas muralhas que sussurram histórias horripilantes de mortes e infortúnios.. Essa luz eu já esqueci. Antes, corríamos livremente pelos prados. Que saudades de ti, Pai!.. E que severo destino o teu..&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Somente o caminhar deste ser horripilante que nos persegue, é capaz de criar semelhante pavor em mim. A sua figura, esguia e negra, é carente de expressividade e afecto. Nunca, jamais, uma expressão de contentamento ele demonstrou!... E assim crescemos, as duas, à mercê de uma autoridade sombria e egoísta, fria e distante, que nunca cheguei verdadeiramente a conhecer…Saio, procuro, mas nunca encontro. Os dias são enevoados, o sol é acanhado, a luz solar não chega e á noite vem a solidão.. Tento controlar o tempo, mudar a hora, perceber qual a razão do destino e da nossa triste existência… E saio. Saio bastante, já que, felizmente, este palácio tem vastos jardins onde posso vaguear, livremente, só eu e o meu pensamento.. E esse nunca me trai!.. Se há coisa de que gosto, é de flores. E este recanto está repleto de violetas (sim, sempre gostei de violetas!..).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A minha ausência é sentida no interior, quase sempre por ti Catherine, que juraste proteger-me. Mas sinto que essa luz que brilha dentro de ti tão depressa vai ofuscar quanto a minha vida dissipar..&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A ausência nunca é prolongada, já que existem secretos locais nos jardins capazes de me arrepiar… Algumas estátuas representam deuses pagãos da antiga Grécia, o que me despoleta alguma curiosidade, e ao centro do jardim encontram-se três mulheres que aparentam um fio de ligação ténue entre si, do qual não entendo muito bem o significado. Serão musas, mais deusas pagãs? Que ligação desconhecida , e diria até imprópria, é que o homem mantém com certos seres?...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Voltei para dentro, para as gélidas paredes do palácio.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Recebi a tua carta, Christopher. A tua chegada está para breve."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30239413-115132853800179127?l=pastimewithgoodcompany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/feeds/115132853800179127/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30239413&amp;postID=115132853800179127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default/115132853800179127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default/115132853800179127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/2006/06/fragmentos-de-um-dirio-i.html' title='Fragmentos de um Diário, I'/><author><name>Claire Hewitt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12055028381148382617</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30239413.post-115128191923350689</id><published>2006-06-26T01:30:00.000+01:00</published><updated>2006-06-26T01:41:12.130+01:00</updated><title type='text'>Inverno de 1650</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A água cristalizara nas frinchas da janela, naquela manhã de Inverno de 1650.&lt;br /&gt;A velha casa, fazia naquele mês de Outubro, 300 anos de existência. Três séculos de histórias de família e de guerra. Sentado na sua cadeira de eleição, fechava os olhos sob o peso do cansaço. Deixara-se adormecer ao sabor de um fogo brando, a noite passada. O livro entre-aberto entre as suas pernas, mostrava uma caligrafia graciosa, quase feminina, como era gentil! Acordei-o, abanando o seu ombro suavemente, enquanto os seus olhos se abriam deixando-me adivinhar o verde revolto do seu olhar ensonado. Não me recordo do que me disse. Mas assim era a nossa relação. Meu Pai, nunca foi falador. Introvertido gostava de caminhar sozinho ao longo da mata dos seus antepassados, em vez, de tomar conta dos seus haveres de homem de negócios. O Grande comércio, nunca o entusiasmara verdadeiramente, tomara-o como uma profissão herdada, assim como esta casa. Os três séculos da nossa história pareciam pesar nos seus ombros, como se tratasse do peso do próprio Mundo!&lt;br /&gt;Morreu no Verão desse mesmo ano. Fazia 54 anos, uma idade prestigiosa para a época. Diziam-no tão velho e para mim, parecia-me um jovem homem, acabado de deixar as saias da sua mulher. A Mãe morrera ao dar á luz, o meu irmão mais novo que acabaria por falecer passado poucos meses. Sei que meu Pai, costumava pensar na morte de Helén como um desperdício. Partilhávamos secretamente a mesma opiniãõ. Mas nada disso seria importante naquela manhã chuvosa de 1650.&lt;br /&gt;Charlotte, estava grávida de oito meses. Na noite que antecedera aquela manhã, ouvira os seus gritos que me despertavam o cheiro de sangue derramado. Assaltada por pesadelos, acordou febril pela manhã. O seu corpo estava demasiadamente inchado, ficara deitada nas últimas semanas. As suas refeições sempre leves pareciam não sustentar a sua sobrevivencia. Esta pálida.&lt;br /&gt;Sonhara com mãe durante a noite. As lágrimas escorriam-lhe pela face magra enquanto me agarrava com os dedos trémulos as mãos. Num tom fantasmagórico, pediu-me que cuidasse do seu filho que ia nascer, pois a mãe dissera-lhe que não ia viver para o amamentar. O derradeiro sopro de vida de Charlotte estava destinado a ser o primeiro de Richard. (...)&lt;br /&gt;Os seus gritos, ficaram para sempre marcados na carne que as suas unhas arrancaram ao meu braço, enquanto me agarrava. Das suas pernas, vi apenas sangue a jorrar. As suas orações que deveriam ser de esperança na vida nova que trazia ao Mundo que adorava, eram os devaneios de uma moribunda. Chorei o seu sofrimento, no momento em que a morte lhe desferia o seu golpe. A luz extinguiu-se. Por vezes, a única herança que uma Mãe pode oferecer as suas filhas é a sentença de uma morte, da sua própria morte.&lt;br /&gt;Foi naquela casa de sombras, sob o eco da tragédia da morte de Charlotte que Richard se fez homem. E sob a sina de ambos, rendi a minha vida, na leitura abstracta de vidas que nunca foram a minha e que são a única recordação que possuo do que é estar vivo.”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Catherine Valois &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30239413-115128191923350689?l=pastimewithgoodcompany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/feeds/115128191923350689/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30239413&amp;postID=115128191923350689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default/115128191923350689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default/115128191923350689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/2006/06/inverno-de-1650.html' title='Inverno de 1650'/><author><name>Catherine Valois</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07406328057755946454</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30239413.post-115127883383084295</id><published>2006-06-26T00:38:00.000+01:00</published><updated>2006-06-27T20:30:25.383+01:00</updated><title type='text'>Past Time with Good Company</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;color:#990000;"&gt;“I love, and shall until I die&lt;br /&gt;Grutch who lust, but none deny”,&lt;br /&gt;Henrique VIII&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Passado tanto tempo, é com ironia que me confesso perante os olhares indiscretos de reverentes anónimos. Penso em como iniciar a narrativa da minha história, que é tão minha como de qualquer outra pessoa. Reconheço que a matemática dos anos que se somam, em tons de velhice e morte, não me ofereceu letras e palavras que cheguem para narrar tais sonhos feitos realidade, no cinza de vidas comuns. Resta-me advogar-me de um discurso profético, alimentado por visões oraculares, presas à trama de destinos sepultados sobre a poeira dos séculos.&lt;br /&gt;Começo então, no negro de um Requiem perpetuo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;“O seu corpo jazia deitado sobre o granito, embriagado de um sangue que lhe era desconhecido. Ao alcance da sua mão, áspera e enrugada, pressentia a silhueta de um punhal, abandonado pela pressa da batalha que se revelará estranhamente previsível. Chamavam-no “O Velho”. Em silencio, sucumbiu as lágrimas de uma vida irregular como as montanhas que atravessara até chegar ao seu último destino. Recordava agora no seu leito de morte, a voz quente e suave da sua mãe. Sem querer, sentiu os seus lábios cantarem, a antiga melodia de infância, que todas as mulheres da sua família ensinavam aos seus descendentes. Chorava, por todas às vezes, em que se recordara da mesma música que lhe inspirava o amor maternal e a irreverência dos homens do seu sangue e a usara como fonte de força em guerras inúteis.&lt;br /&gt;Beijava a brisa gelada que lhe assolava a face, rogando aos espíritos dos ventos que os levassem a sua mulher e as suas filhas. Aquelas que não voltaria a ver, sentir e ouvir. Amaldiçoou a vida. Desejou ardentemente que o véu oculto da sua morte, cobrisse a sua existência dos louros que apenas os mortos obtém dos vivos. E que com eles, lhe oferece-se o esquecimento. Percebeu cada segundo que antecedeu ao seu fim, como gotas de uma imortalidade que apenas o condenava a memória eterna dos que amara. Pior! que lhe lembrava agora, os rostos dos que já amara no esquecimento desta sua vida e que lhe apareciam como sombras da sua morte. Não há mortos ou vivos. A eternidade apenas compreende dois tipos de humanidade: a visionária e a cega.&lt;br /&gt;James Hewitt era um visionário. Richard Hewitt, como seu Pai, era-o também.&lt;br /&gt;Assim o foram, através dos tempos, pela Verdade e pela Morte. Imortais pelo Amor.&lt;br /&gt;Esta é a sua História, a nossa História.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Na vida e vidas d' “O Velho” e na recordação de Claire Hewitt e Catherine Valois.&lt;br /&gt;Benditos sejam, os que não esquecem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;“O Velho”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30239413-115127883383084295?l=pastimewithgoodcompany.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/feeds/115127883383084295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30239413&amp;postID=115127883383084295' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default/115127883383084295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30239413/posts/default/115127883383084295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pastimewithgoodcompany.blogspot.com/2006/06/past-time-with-good-company.html' title='Past Time with Good Company'/><author><name>Past Time with Good Company</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14468647707884010077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4431/3238/1600/PuivertWindow.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
